quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

decisão? - parte 2

Sim e agora quero.
Não se deixe enrolar por mim. Te aprovo nesse tempo e ainda em tempo deixo meu protesto dessa ‘desaproximação’ inexata. As evidências de descrença fixam meus pensamentos a esse jeito seu rapaz de objetividade rasa que me inunda em arrepio. Não é hora de cortesias, não devo mais esperar pelo mínimo. Sei que sabe que eu sei. Quero que mereça minha franqueza e que me faça arregalar os olhos ao escapar da realidade cotidiana. Esperei pelo não olhar das horas, um conspirar silenciosamente duplo que desafina minha paciência e me contagia num ritmo de melodia estragada. Os porquês revelam-se naturalmente e honestamente, quase não me interessam. Permito-lhe sentir as essências da minha pele, afinal de contas minhas palavras dão acesso a um pedaço de mim e o tom da minha voz aproxima nossos lugares. Há tempos não vejo, e não sentiria se nenhum outro corpo também não pudesse ver. No mundo há falta de braços e de mãos distraídas que acariciam perto do rosto. Agora que tirou o laço, não deixe o embrulho cair, pois bailar só assim é bom. Me tenho feliz e hoje não somos dois. E é assim: ‘por muito que a gente diga, a gente nunca diz nada’.

por Cami

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

na cara

Inquietador propor a realidade como ilusão, no melhor do caos. Percepção democratizada baseada num consenso nada participativo... confesso, uma arbitragem honesta seria bem ok para o momento. Sem coragem alguma espero por aquilo que não me dispus pra ser. Desatitudes não esperadas, surpresas sem (minha) graça, que riscam a pele de todo dia, olhar incrédulo, som de uma porção inconsciente de mentira demonstrada em conversas vazias. Invariavelmente qualquer decisão envolve renúncia, para cada sim existe um não. Minhas mãos estão limpas e minha cara lavada. É... me senti pega mais uma vez, numa sessão quase que individual.



por Cami

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

bem, ainda bem

Não é por merecimento, mas porque minha raiva assume a ânsia de ser sensata e correta. Há de convir que sou eu homeopática dona de uma calmaria invejável... já não importa conhecer. Será mesmo que sai água boa desse espinho aparente? Satisfeita com todo meu canto, despeço-me da lua acompanhada de outros sorrisos... risada boas que ainda tenho por aí fora... ainda bem!
por Cami

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

meu desapego à ilusão

Autoconsciente aventuro-me em busca da verdade, surpreendo-me com declarações ora ingênuas, ora tocantes, atitudes cortantes-benéficas que dessensibilizam ao se expor e encorajam o meu escondido. Saio do costumeiro canto. Condeno corpos desprovidos de desejo... 'irreconhecem' o viço clandestino que os perturbam, acumulam cárceres contra a paixão do que eles próprios acreditam. Sutil ironia. A única saída é ser inteiramente honesta. Anseio nesta hora pelo abraço que descongela meus braços. Dois sorrisos. Alforria, alívio. Expressão inédita deliberada por cada testa que franze, cada riso que encanta, cada lábio que morde: eis aqui meu desapego à ilusão.

por Cami

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

eixo da minha personalidade

Apresento francamente minhas razões. Queixosa não rejeito ajuda. Que dança complexa desse nosso tempo, amor encapsulado, exclusivo, que se alimenta de si próprio destinado a desmoronar sobre si mesmo. Não nasce, não morre, estatelado em si, rebola num espaço de instante. Amor é maneira de agir, modo de ser, afeto como um todo, não limita-se a uma pessoa...“ainda que vc esteja sozinho em seu barco, é sempre confortador ver as luzes acesas dos outros barcos por perto”. Alguns precisam de vazios, distâncias para nascerem de novo. Eu preciso do som que os corpos amam, música em meio ao vazio de palavras que poderiam ter amado, acordes formados do vibrar de cada corda, soar de cada canto, rufar de cada bumbo: eis aqui o eixo da minha personalidade.



por Cami

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

elegantes interpretações

Conhecer é melhor do que não conhecer? Não seja gentil. As coisas desaparecem gradativamente, as alternativas se excluem, fato! Todas as coisas lutam para existir em sua própria existência, criam raízes em seu próprio fundamento. Na busca da maturidade do equilíbrio assumo a postura de testemunha de mim mesma... Sensações na pele do apertar de cada abraço, assumir de cada beijo, acolher de cada olhar: eis aqui minhas elegantes interpretações.


por Cami


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

em suma

haja hoje pra tanto ontem