Sim e agora quero.
Não se deixe enrolar por mim. Te aprovo nesse tempo e ainda em tempo deixo meu protesto dessa ‘desaproximação’ inexata. As evidências de descrença fixam meus pensamentos a esse jeito seu rapaz de objetividade rasa que me inunda em arrepio. Não é hora de cortesias, não devo mais esperar pelo mínimo. Sei que sabe que eu sei. Quero que mereça minha franqueza e que me faça arregalar os olhos ao escapar da realidade cotidiana. Esperei pelo não olhar das horas, um conspirar silenciosamente duplo que desafina minha paciência e me contagia num ritmo de melodia estragada. Os porquês revelam-se naturalmente e honestamente, quase não me interessam. Permito-lhe sentir as essências da minha pele, afinal de contas minhas palavras dão acesso a um pedaço de mim e o tom da minha voz aproxima nossos lugares. Há tempos não vejo, e não sentiria se nenhum outro corpo também não pudesse ver. No mundo há falta de braços e de mãos distraídas que acariciam perto do rosto. Agora que tirou o laço, não deixe o embrulho cair, pois bailar só assim é bom. Me tenho feliz e hoje não somos dois. E é assim: ‘por muito que a gente diga, a gente nunca diz nada’.
por Cami
por Cami





